Nervos à flor da pele

By pituac

Luz, câmera… ação! É tudo o que se precisa para rodar uma filmagem. Claro, sem contar os atores e a produção por trás da Produção. Mas nem sempre disso vive um longa, um seriado ou um programa televisivo. Na forte competitividade hollywoodiana é preciso mais, muito mais. Para mim é preciso prender o telespectador, surpreendendo-o a cada episódio, cada cena, cada gesto de atores, para que o final não seja óbvio (como: “Ahhhhh, sabia que eles iam ficar juntos”). E como algo surpreendente e admirável, vejo o seriado Prison Break como forte candidato ao cargo. Mesmo em tempos difíceis de concorrência e greve de roteiristas, a série não deixou de me surpreender e arrastar fãs pelo mundo.

Transmitida pela FOX, a rede de televisão americana, a série está em sua 4ª temporada, que infelizmente promete ser a última. A história envolve personagens de diferentes lugares e personalidades, que na 1ª temporada se encontram no presídio Fox River, dentro do estado de Illinois, EUA. É lá que o gênio/lindo Michael Scofield (Wentworth Miller) vai parar, após assaltar um banco propositalmente. Ele o faz, porque seu irmão Lincon Burrows (Dominc Purcell) é preso injustamente e condenado à morte, pelo suposto assassinato do irmão da vice-presidente. A partir daí Michael, como engenheiro teve acesso à todas as plantas do presídio, e é essa sua arma para salvar seu irmão e provar sua inocência. Mas ele não consegue nada sozinho, e começa a se envolver com todo o tipo de gente, como seu fiel amigo Fernando Sucre (Amaury Nolasco) e pessoas não tão fiéis assim, como T-Bag (Robert Knepper) que dá um show a parte mostrando o quão ruim alguém pode ser. A parte do romantismo fica por conta do envolvimento delicado de Michael com a médica do presídio, filha do governador, Dra. Sara Tancredi (Sarah Wayne Callies).

Tecendo a teia de Prison Break cada vez mais, acabamos em um jogo de gato e rato, onde os fortes que comandam os EUA são os gatos, e Michael e seu irmão tornam-se os ratos. Mas o jogo muda com o final da 1ª temporada, quando conseguem finalmente conquistar parte de seu objetivo: fugir. Personagens da primeira temporada perduram até a atual, a 4ª, mas alguns ficam pelo caminho, ou por força do destino ou por forças das mãos do outro.

Você se envolve cada vez mais com as personagens principais, sofre com eles, torce por eles, se angustia por eles. Passa momentos de puro nervosismo, pois há momentos que você pensa que tudo vai por água abaixo, mas são neles que a genialidade do protagonista Scofield se sobressai. 

Ah, não vou ficar contando o que acontece daí por diante, porque perde a graça. Prison Break me surpreendeu absurdamente. Quando fui alugar, despretenciosamente por sinal e sem muita vontade pois já assistia duas séries sem parar (Smallville e Lost), o que me atraiu foram os belos olhos azuis de Wentworth Miller (assim como atríram Mariah Carey, pois ele participou de dois clipes da cantora: “It’s like that” e “We belong together”). Mas quando assisti, tudo mudou (quero dizer, não deixei de olhar aqueles lindos olhos e ter a básica “paixonite” pelo protagonista). O seriado me cativou de vez, e desde então não parei de assistir. E continuo assistindo, pois recentemente no começo desse mês, após vários de espera por causa do término precoce da 3ª temporada devido à greve dos roteiristas, iniciou-se a 4ª temporada. E como eu disse antes, talvez seja a última, já que a audiência não anda às mil maravilhas e a história está chegando numa reta final. Maasssssss, aviso aos navegantes que vão aderir ao meu vício, que na 4ª temporada ocorrerá um novo recesso, de aproximadamente um mês, acredito eu. É muita maldade com os fãs. Aiai… Assistam, assistam, assistam.

Poderia ficar falando horas aqui sobre o seriado, falando sobre a beleza de Wentworth Miller, da inteligência de Michael Scofield, da doçura de Sara Tancredi, da fidelidade de Sucre e das maldades e sarcasmos de T-Bag (personagem sensacional), ou da fragilidade psicológica e força intelectual de Alexander Mahone (William Fichtner), ou da mudança de atitudes de Bellick (Wade Williams) (ex-policial de Fox River), ou da força física e amor fraterno de Lincon. Mas é preciso silêncio no set… 

Shiiiiiuuuuuuuu!!!!!! Luz, câmera… e muuuuuuuuuuuuuita ação, nervosismo, suspense, romance, drama, violência e surpresas. 

 

*na foto promocional da 4ª temporada, com as personagens (da esquerda para direita): Fernando Sucre, Alexander Mahone, Brad Bellick, Agente Self, Roland Glenn, Lincon Burrows, Michael Scofield, Sara Tancredi, Wyatt, Gretchen Morgan, Theodore Bagwell.

 

Postado por,
Ana Carolina Macieira Fleury Novaes

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