Rir é comunicação

By pituac

Caos, violência, corrupção… desastre atrás de desastre! E são por esses e por outros motivos que o humor hoje contagia e cativa por onde passa e por quem passa. Programas como o Pânico e o recente aqui no Brasil (mas muiiiiito bom) CQC (Custe o que custar), trazem para o povo brasileiro e seus fiéis telespectador uma pitadinha de muito humor (e muito sarcasmo) com uma inteligência envolvente.

Liderados pela versatilidade de Marcelo Tas (quem não se lembra dele falando “porque sim, não é resposta” no extinto Castelo Rá-Tim-Bum, ou como Professor Tibúrcio no também extinto Rá-Tim-Bum), o CQC vem ganhando terreno, não só pelo humor (que é formidável) mas também pela inteligência com que abordam os temas rotineiros de toda a população, com assuntos super variados e importantes, ligados ao esporte, ao mundo das celebridades, à política (que eles sempre dão um belo jeito de cutucar).

Ao seu lado, Marcelo Tas tem em uma bancada os cômicos-apresentadores-jornalistas Rafinha Bastos e Marco Luque. O trio aparece toda segunda-feira, às 22h30 ao vivo com transmissão pela TV Bandeirantes, diante de uma platéia que é parte convidada e parte que se convida para ir ao programa, pois eles o permitem. As reportagens passadas durante o programa são feitas por Danilo Gentilli, Felipe Andreoli, Rafael Cortez, Oscar Filho, e como 7º membro da trupe desde o final de agosto deste ano Warley Santana.

E como os admiro, e sou fã desse humor inteligente, que faz rir mas não de um modo alienado e sim mostrando a verdade que está para todos, fico na expectativa de vê-los ao vivo, não no programa, e sim em uma palestra que eles darão na FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado (onde estudo), na quinta-feira dia 18 deste mês, às 21h. Esta palestra, e muitas outras, acontecerão dentro de um evento realizado pela FAAP, nomeado de Semana da Comunicação que neste ano completa sua 31ª edição. 

Quero muito ver e ouvir o que estes profissionais sérios, na medida do possível, tem a dizer. Acredito que será uma palestra muito descontraída e que atrairá um grande número de pessoas. E eu com certeza vou estar entre uma delas. 

A semana da comunicação trará para os alunos, professores e interessados o tema “idéia como produto”. E para explicar pego um trecho do texto que o professor e coordenador de Pós-Graduação Ronaldo Entler (como esquecer de suas densas e envolventes aulas de Análise da Imagem), que diz assim “Quando uma idéia se torna um produto, tememos que ela seja reduzida a um ornamento que seduz o público mesmo que não produza sentido, fundando uma estética vazia. Mas podemos tirar desse risco os parâmetros para construir um diferencial: uma idéia pode ser tanto mais rentável quanto maior sua capacidade de oferecer uma compreensão da realidade, incluindo aí os mecanismos do próprio mercado.”

Bom, olhando essa última parte deste trecho fica muito fácil encaixar a turma do CQC aí. Sim, claro! Eles são diferentes, fazem coisas diferentes, e suas idéias tem o intuito de trazer total compreensão da realidade em que vivemos, principalmente quando eles abordam políticos e os colocam em saias-justas. Eles não fazem algo que seduz e é sem sentido, eles o fazem com uma sedução que envolve e dá sentido para muitas vertentes do que vivemos hoje em dia.

Por isso eu digo que rir é o melhor remédio, e também é a melhor arma da comunicação.

 

 

Postado por,

Ana Carolina Macieira Fleury Novaes.

Deixe uma resposta